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 Prefácio de Dom Xavier Gilles 

Uma coletânea que nos apresenta o grito do Cerrado devastado e ferido mortalmente. Um grito que ecoa junto com o gemido das terras, das águas e dos povos do Cerrado. Gritos e gemidos que apelam para a resistência e a luta dos camponeses e das camponesas. Chico Mendes afirmava que “Só poderão salvar a Amazônia os Povos da Amazônia” e nós podemos acrescentar que não haverá salvação do Cerrado sem os Povos do Cerrado. 

A estratégia planetária com relação à agricultura concentra, hoje, os seus investimentos nas únicas áreas “agricultáveis”, que sobram na Terra; a maioria delas está no Brasil e correspondem aos dois ecossistemas maiores do País: A Amazônia e o Cerrado. É aqui que permanecem populações e economias ameaçadas de destruição. É aqui que poderia se dar uma luta pela terra, não norteada por uma concepção quantitativa dela, mas por uma visão qualitativa do território propiciada pelas economias agro-florestais e agroextrativistas tradicionais. E inspirada pelo projeto de convivência com os territórios: convivência respeitosa da Criação de Deus e alternativa à irracionalidade do atual modelo de desenvolvimento capitalista.  

Dom Xavier Gilles

Bispo de Viana

Presidente do Regional CNBB Nordeste V

 

 

 Uma palavra: Leonardo Boff, Dom Tomás Balduino, Marina Silva, Dom Franco Masserdotti: 

O cataclismo econômico-financeiro, fruto de avidez e de mentiras, esconde um via-sacra de sofrimento para milhões de pessoas que perderam suas economias, suas casas e seus postos de trabalho. Há feridas e sangue por todas as partes, sangue e feridas de nossa Mãe Terra. Ela geme e se contorce nos terremotos, nos tsunamis, nos ciclones, nas enchentes devastadoras no Sul e nas secas terrificantes do Nordeste. São sinais que ela nos está enviando. Cabe interpretá-los e mudar a nossa conduta. Esta guerra não será ganha por nós. Gaia é paciente e com capacidade imensa de agüente. Como fez com tantas outras espécies no passado, oxalá não decida livrar-se da nossa, nas próximas gerações. 

Leonardo Boff (www.leonardoboff.com)

 

 

 O que os defensores do agronegócio chamam de métodos avançados são processos que estão provocando um enorme retrocesso no nosso país, um retorno à condição de Colônia e destruindo o ambiente futuro.  

O agronegócio da qual me refiro é o que arrebenta, desertifica e arrasa o Cerrado. Este modelo agrícola é de caráter excludente e está relacionado com os conflitos agrários. Onde floresce o agronegócio, aí floresce igualmente o conflito. 

Dom Tomás Balduíno

 

 

 O grande desafio para a mudança é atuarmos na direção de substituir o modelo de desenvolvimento por outro que seja capaz de comportar todas as dimensões da sustentabilidade: ambiental, econômica, social, cultural, política, ética e, até mesmo, do ponto de vista da estética, porque as mudanças que nós fazemos na paisagem natural são desconstitutivas da nossa identidade.  

A realização da mudança do modelo deve partir da quebra dos paradigmas de que os recursos naturais são infinitos e que nós devemos fazer todo o esforço para dominarmos a natureza.  

Marina Silva

 

 

 É necessária uma conversão ecológica que leve a uma nova compreensão da vida e da natureza e uma transformação das estruturas socioeconômicas que, além de destruir, manipular e saquear a natureza para aumentar o lucro, impõem terríveis condições de vida para a maioria da população e enfraquecem o planeta para as futuras gerações.  

O “deus dinheiro” acima de tudo é o cerne da questão. É a idolatria ao poder econômico que leva a preocupação obsessiva de produzir sempre mais, o que importa é avançar sempre, mesmo que isso signifique o uso indevido dos bens da natureza. Consequência disso é a destruição progressiva do planeta Terra. Dentro dessa idolatria nasce um falso conceito de progresso.  

Dom Franco Masserdotti (In memoriam)

 

 

 Palavra do autor 

Ouçamos a voz dos bichos e árvores do Cerrado. É salutar que esse grito possa ecoar. Talvez nesse clamor possamos compreender o valor da natureza e o quanto é importante se pensar em propostas pautadas na preservação ambiental. Boa leitura.

 

Para adquirir o livro:

Preço: R$ 35,00 (incluso despesas postais)

(86) 32226684 - Fundação Águas do Piauí - FUNAGUAS

Conta da Fundação Águas:

CNPJ: 04839199/0001-05

Banco do Brasil

Agência 3178-X

Conta: 22274-7

ecos-do-cerrado@bol.com.br   

 

 



Escrito por ecos do cerrado às 10h29
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Capítulos – Histórias:

I - Correntão – um dia de desmatamento com a utilização de tratores de esteira e correntão.

II - Paranóia da superioridade – debate entre homem, formiga, pé de caju e urubu sobre quem é mais importante na criação.

III - Macambira e Cascavel – numa moita de Macambira viviam várias cobras na proteção de um deputado que juntos descobrem que o negócio de meio ambiente dá muita grana. Só esqueceram da reforma agrária.

- E os camponeses? E a Reforma Agrária? - texto de Xavier Gilles.

IV - Colóquio de Corvina – peixes mostram como é a vida no lago de Boa Esperança.

V - Coati da mamona – história do fracasso da mamona e do biodiesel no Piauí.

- Fome e sede no paraíso prometido.

- Trabalhadores do projeto Biodiesel.

- O ladrão de égua.

VI - Raposa da Cruzeta – história da chegada da Bunge em Uruçuí e do processo inicial do desmatamento na região.

- Judson Barros discursou contra a Bunge em Nova Iorque.

- Bunge: um mau exemplo para o mundo.

- Expansão da Soja - Exploração dos Cerrados Piauienses – tese de mestrado de Ulrike Bickel ( Universidade de Bonn - Alemanha).

VII - Graúna e Sabiá – a destruição ambiental promovida pelo eucalipto no Cerrado do Piauí.

- O fim do Cerrado no Piauí.

VIII - Tiúba da Volta – história das abelhas nativas do riacho da Volta.

IX - Cerrado agonizante – o desmatamento na serra do Quilombo com a aval do Estado.

- Carta à Ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

- Carta a Eliezer Batista.

- Carta ao INMETRO.

X - Avoantes – como é a vida de pomba de arribação.

XI - Baixo Parnaíba – situação ambiental do baixo Parnaíba, o trecho do rio que vai de Teresina ao Delta.

XII - Beija-flor da Estiva – a destruição ambiental da região da Estiva.

XIII - Fazedores de desertos – o discurso do preconceito e da destruição.

- Dos cuidados com o discurso que destrói o Cerrado.

XIV - Urubus da contramão – texto que mostra a lógica de como deve ser tratado aqueles que criam problemas.

XV - Bichos pretendem falar na TV – o controle dos meios de comunicação a serviço do Governo.

- Carta ao Presidente da Bunge.

- Articulação Soja Brasil ouve proposta da Bunge.

- Ambientalismo de resultado.

- Os verdes se venderam?

- ONG e Bunge são denunciadas.

- Organizações de conservação – relação entre empresas e “ONGS” que defendem o meio ambiente.

XVI - Natureza que atrapalha o progresso – o aparato estatal a serviço das empresas.

- O papelão da Suzano - a chegada da empresa de celulose ao Piauí.

- Wellington Dias quer mudar mapa de Mata Atlântica -a influência política a serviço do capital.

- Brasil: duro questionamento à maquiagem FSC – como se “faz” certificação no Brasil.

XVII - Peregrino do Velho Monge – viagens realizadas pelo autor das nascentes ao delta pelo rio Parnaíba.

XVIII - Ameaça urbana – quem ameça, animais silvestres ou os cachorros dos homens?

- A natureza arrasada do Cerrado no Piauí.

- Fundação Águas flagra projeto de mamona.

XIX - Harpia do Jalapão – a destruição nas nascentes do rio Parnaíba.

XX - Encontro dos bichos – grande seminário organizado pelos animais do Cerrado do Piauí.

- O Cerrado vira lenha.

- Miragem no Cerrado do Piauí.

XXI - Macacos do deserto – os macacos de Gilbués que estão conseguindo escapar da destruição.

- ONG suíça implanta projeto de reflorestamento.

XXII - Riacho do Sangue – reunião dos animais domésticos na margem do riacho do Sangue.

- Discurso do Governador agrava clima de insegurança.

XXIII - Êxodo das formigas – história da caminhada das formigas do Cerrado para o Vão do Cedro.

XXIV - Inhuma da serra Vermelha – a história da destruição da Sera Vermelha.

- MPF entra com ação para suspender desmatamento.

- Suspensa licença do projeto "Energia Verde" no Piauí.

XXV - Juíza sentencia em favor do Cerrado – decisões da desembargadora Selene Maria de Almeida do TRF 1ª Região.

- Memoriais da Ação Civil Pública – resumo da ação em defesa do Cerrado.

- Acórdão da Apelação da Fundação Águas.

- Acórdão dos Embargos de Declaração da Bunge.

 

Caminhão com lenha no pátio da Bunge - Uruçuí-PI Bunge tocando fogo no cerrado - Uruçuí-PI 

Governo Federal financia a destruição do Cerrado Desmatamento feito com correntão

BNB financia a destruição do Cerrado Cerrado nativo para carvão e lenha

Área da Suzano Celulose para plantar eucalipto em Elesbão Veloso-PI Carvão que destrói o Cerrado do Piauí



Escrito por ecos do cerrado às 10h23
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